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terça-feira, 13 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Empreendedores faturam R$ 300 mil com delivery de saladas em favelas
Os serviços de entrega de saladas, que começaram a aparecer no Brasil nos últimos anos, oferecem uma opção de comida saudável a pessoas sem muito tempo. No entanto, cobram valores que podem ser proibitivos para pessoas mais pobres.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Yunus busca representantes regionais para ampliar atuação no Brasil
Estão abertas, até o dia 28 de outubro, as inscrições para profissionais interessados em fazer parte da rede Yunus Negócios Sociais no Brasil e representar oficialmente a organização em seu estado. Para participar do processo seletivo que irá escolher os representantes da Rede Yunus nos 26 estados, basta fazer a inscrição sem nenhum custo clicando aqui.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Negócios Sociais e Terceiro Setor: Entrevista com Prof. André Lara Resende
Queridos Leitores,
Estamos começando uma série de entrevistas com profissionais que têm desenvolvido estudos ou boas práticas no campo dos negócios sociais. E nosso primeiro convidado é o professor André Lara Resende.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Os Negócios Sociais e o CANVAS
O Business Model Canvas é uma ferramenta de gerenciamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes. É um mapa visual pré-formatado contendo nove blocos do modelo de negócios.1 . O Business Model Canvas foi inicialmente proposto por Alexander Osterwalder2 baseado no seu trabalho anterior sobre Business Model Ontology.
domingo, 21 de setembro de 2014
Base da pirâmide: uma multidão a ser (re)conhecida
Em nosso texto “O mercado é acessível para todos?” falamos
um pouco sobre a parcela da população que se encontra na faixa de pobreza e não
tem acesso a produtos e serviços básicos. Neste texto, chamamos atenção para o
fato de que as grandes indústrias e empresas não enxergam estas pessoas como
consumidores em potencial, demonstrando desinteresse em levarem seus negócios e
produtos até esta população.
Observando esta realidade, Prahalad (2005) e Hart (2005)
iniciaram, no final da década de 90, estudos acerca de negócios com a base da
pirâmide, através de debates sobre a criação de modelos empresariais voltados
para o atendimento das necessidades das populações mais pobres e
marginalizadas. Estes estudos são fundamentais para compreendermos a proposta e
desenvolvimento dos chamados negócios sociais.
Os autores levam em consideração que as empresas percebem
como mercado consumidor apenas as pessoas que podem pagar pelos produtos, o que
significa, na maioria das vezes, os grupos com alto ou médio poder aquisitivo,
deixando de lado a população que se encontra na faixa da pobreza. Assim, todos
os produtos e serviços são construídos a partir do perfil do consumidor de
nível médio/alto e direcionados apenas para esta população.
Em seus estudos, Prahalad (2005) constata que 65% da
população mundial, ou seja, quatro bilhões de pessoas, não chegam a ganhar US$
2.000 por ano. Assim, o que se percebe é que as grandes empresas desconsideram
como mercado consumidor mais da metade da população mundial.
Baseando-se nestes dados e propondo uma visão empreendedora sobre os mais pobres, e não como “vítimas e pesos a serem suportados pelo restante da sociedade”, Hart e Prahalad buscam demonstrar como negócios voltados para a camada mais pobre da população mundial (a base da pirâmide econômica), e não somente para a população de alto poder aquisitivo, podem gerar lucro e ao mesmo tempo contribuir para a erradicação da pobreza.
Baseando-se nestes dados e propondo uma visão empreendedora sobre os mais pobres, e não como “vítimas e pesos a serem suportados pelo restante da sociedade”, Hart e Prahalad buscam demonstrar como negócios voltados para a camada mais pobre da população mundial (a base da pirâmide econômica), e não somente para a população de alto poder aquisitivo, podem gerar lucro e ao mesmo tempo contribuir para a erradicação da pobreza.
Os estudos desenvolvidos por estes dois pesquisadores
envolvem uma gama de assuntos e desdobramentos, que vamos discutindo em nossos
textos do blog e estão diretamente ligados à temática dos negócios sociais. Os
estudos e propostas de negócios com a Base da Pirâmide são, de certa forma,
algo já proposto incialmente na década de 70 com a criação do Grameen Bank, mas
que ganham força a partir do final da década de 90.
Por Tatiane Melo
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
O mercado é acessível para todos?
Não é novidade para ninguém que o sistema capitalista
e todos os seus grandes “agentes” (bancos, indústrias, empresas, etc.) destinam
seus produtos e interesses à populações específicas. Em geral, trata-se de
grupos que podem pagar o preço, considerado justo pelo mercado, pelos produtos
e serviços oferecidos.
Todavia, sabemos que o nível de desigualdade social
promovido pelo próprio sistema capitalista impede que uma parte significativa
da população mundial tenha condições de pagar pelos produtos existentes no
mercado. Esta impossibilidade de “pagar o preço” gera uma outra, que é a de
acesso aos produtos, já que, devido ao descaso motivado pela pobreza dos
consumidores, muitas industrias e empresas sequer oferecem seus produtos para
estas pessoas. E, vale ressaltar, estes produtos e serviços que estamos nos
referindo não são artigos supérfluos, mas sim do nível básico de utilização
para uma vida digna.
De acordo com dados publicados no Relatório sobre a
situação Mundial (2011), produzido
pela Divisão de Informações e Relações Externas do UNFPA, o Fundo de População
das Nações Unidas, o mundo possui atualmente sete bilhões de pessoas, sendo que
em menos de quatro décadas esse número chegará a dez bilhões. Destes sete
bilhões, aproximadamente 925 milhões de
pessoas não comem o suficiente para serem consideradas saudáveis. (ONU, 2012).
Em relatório
produzido pela UNESCO (2013), constata-se que quase um bilhão de pessoas não
têm acesso a fontes tratadas de água potável, e o número de pessoas que não têm
acesso à água corrente nas cidades é maior hoje do que ao final dos anos 90.
Além disso, 1,4 bilhão de pessoas não dispõem de eletricidade onde habitam, e
quase um bilhão padecem de desnutrição. Como foi afirmado em 2010, no mundo há
2,6 bilhões de pessoas que não dispõem de serviços de saneamento de qualidade.
Obviamente que várias
demandas apresentadas por esta parte da população envolvem políticas e ações
governamentais, todavia, não se resume apenas a isto. O mercado que estas
pessoas participam não está, na maioria das vezes, integrado ao restante da
economia. Além falta de acesso a muitos serviços e produtos, quando estes
existem são incompletos e de baixa qualidade, sendo que muitas vezes estas
pessoas pagam mais caro em decorrência do isolamento em que vivem e a
dependência de intermediários que realizam o fornecimento. Ressaltando que, na
maioria casos, esta situação ocorre devido ao fato de morarem em zonas rurais,
com pouco acesso aos produtos que são comumente oferecidos em mercados urbanos.
O que este cenário mostra é
que estamos falando de pessoas que não são vistas como potenciais consumidores,
logo, como aqueles que não têm o direito de usufruir de todo o desenvolvimento
que a indústria e a tecnologia promovem. São indivíduos que, em pleno século
XXI, ainda vivem em condições primitivas. Trata-se de uma população que é vista
apenas como alvo de políticas públicas e ações governamentais, além de
trabalhos filantrópicos executados por instituições sociais, recebendo sempre
intervenções que visam o suprimento das necessidades básicas.
Como se estas pessoas
necessitassem e merecessem apenas não morrer de fome.
Por Tatiane Melo
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Mapeamento de Negócios Sociais no Brasil
Olá Pessoas de Negócio!
Muita gente (principalmente a galera mais envolvida com empreendedorismo e negócios sociais) já conhece o mapeamento do campo de negócios sociais no Brasil, que foi desenvolvido pelo ANDE Polo Brasil, Potencia Ventures, Avina e Plano CDE e identificou 140 negócios sociais/inclusivos (e foi conhecer 50 deles mais a fundo). O pessoal do blog Luz.Vc montou um infográfico muito bacana, que disponibilizamos abaixo, com os principais resultados da pesquisa.
Abraços,
Cíntia Santos.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Onde tudo começou: Yunus e o Grameen Bank
A primeira vista, o termo "negócios sociais" pode parecer um pleonasmo. Para muitos, um "absurdo", diria. Como assim "negócios" sociais? Por acaso o social, e tudo que ele envolve, pode ser convertido em transações financeiras, em lucros? Já não basta as relações capitalistas que fazem isso o tempo inteiro e produzem tantos problemas "no social"?
É pessoal, o assunto rende!
Por isso, para começar, vamos falar um pouco sobre o início
da ideia de negócios sociais. Vamos lá, coloque as pedras no chão, acalme o
coração e me escute. Ou melhor, leia.
Na década de 70 o economista bengalês Muhamad Yunus, após
concluir seus estudos nos EUA , regressou a Bangladesh e se deparou com uma
situação de grande pobreza. Ao observar as comunidades e como estas
funcionavam, Yunus percebeu que muitas delas tinham atividade produtiva, mas
não eram capazes de acumular capital além do que era necessário para a sua
sobrevivência, visto que pagavam altas taxas e juros pelo aluguel e
financiamento de seus meios de produção.
Yunus percebeu que se estas pessoas tivessem condições para
investir inicialmente em seu negócio poderiam obter um ganho extra de dinheiro
através de sua produção, o que as levaria a melhorar de vida e criaria meios
para, aos poucos, investirem no crescimento do mesmo negócio.
A partir disso, Yunus começa a difundir a ideia de
microcrédito para estas pessoas junto aos bancos privados, considerando que se
tratavam de quantias mínimas de capital. Os bancos, todavia, se negam a
disponibilizarem créditos para os mais pobres, alegando que se tratava de um
alto risco financeiro, visto que se tratava de um público que poderia não ter
condições de quitar suas dívidas.
Yunus cria então um novo banco, voltado para a população de
baixa renda. Surge o Grameen bank, primeiro banco de microcrédito do mundo, que
existe até os dias atuais e possui unidades em grande parte dos países do
mundo. Para Yunus, muitas outras empresas como essas podem ser criadas para
atender às diversas demandas da população.
Ele acredita que o principal problema do capitalismo é considerar que todas as pessoas preocupam-se apenas em gerar lucros. Aponta a existência dos empreendedores sociais como um exemplo de que nem todos se preocupam apenas com a geração de capital, e que realmente existem pessoas engajadas em fazer o bem para a sociedade. Podemos dizer que, para o economista bengalês, o mundo seria dividido entre empresas maximizadoras de lucros e as empresas sociais, que teriam como missão atuar em problemas sociais, sem o objetivo direto de geração de lucros para enriquecimento de poucos.
06:31
Cintia Coelho









